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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Juntos



Olhar as estrelas e fazer pedidos à lua

Simplesmente jogar conversa fora

Olhar nos olhos e deixar o silencio falar por nós

Fazer planos e acreditar neles

Acordar feliz só pelo fato de você existir

Lutar e fazer valter a pena cada instante

Estar junto mesmo estando separado

Ter saudade de tudo isso...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Saudades


O homem do qual ela sente saudade sabia se ela estava mal apenas em ouvir o seu “alô”. E logo corria em busca da solução. Não suportava ver o seu amor tristonho. Acalentava-lhe a alma com palavras ternas e promessas que julgava eternas.
Como que um mágico, lia seus pensamentos, desnudava não só seu corpo, mas também os segredos que sua alma guardava.
Fazia ela se sentir protegida quando, bobo que era, tentava mandar nela.
Fazia ela se sentir amada, desejada, quando punha a mão em seu colo ou entrelaçava-lhe os dedos.
Fazia seu coração se aquecer ao ouvir-lhe a voz rouca ou encarar aqueles olhos doces – olhinhos infantis – de criança com medo.
Ela lembra então das tantas vezes que ele lhe pediu, entre lágrimas, que nunca o deixasse – como se fosse possível a ela ter tal aterrorizante pensamento.
E agora vê-se sozinha, pensando se tudo que viveu foi sonho, temerosa dos momentos ruins que virão sem o apoio do amado. Sente-se perdida, abandonada, mal amada. Teme não suportar a dor. Fecha então os olhos e tenta imaginá-lo próximo, segurando-lhe a mão e amparando-lhe as quedas.
E assim segue...

terça-feira, 16 de março de 2010

Parte de mim



Olho-me no espelho e só vejo metade. Apenas ao te arrancar dei-me conta que tu eras parte de mim. Continuo olhando e enxergo minhas entranhas expostas assim como minhas emoções. Tu partiste e levaste consigo um pedaço do meu corpo, da minha alma.
Busco algo para me preencher, mas percebo que nada substitui tua presença, teu sorriso, tua voz rouca ao meu ouvido...
Paro e tento imaginar-te a aquele instante. Que será que fazes? Será que pensas em mim? Será que como eu sentes como sem um membro?Não sei se como eu, tu andas manco, oco, saudoso...
Penso em falar-te, dizer-te o quanto sofro com tua ausência e talvez pedir-te para esquecer minhas palavras de antes e voltar para mim. Falar que preciso voltar a ser completa e que sem ti isso não é possível...
Mas calo-me, reflito e vejo que não há mais volta. Vejo que terei que viver sem ti, sem o pedaço que levaste de mim

sábado, 30 de janeiro de 2010

Á Dona Maria

Maria bonita, filha de Iansã Balé, tão culta sem saber as mal traçadas linhas, tão generosa mesmo sem poder prover, tão forte na fragilidade de seu corpo.
Maria de verdade, da lingua afiada e da coragem muitas vezes desafiada, como você faz falta!

Dedicado a Dona Maria, que em tão pouco tempo me deixou tantos ensinamentos e que agora descansa ao lado do Pai.

29/01/10