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domingo, 20 de março de 2011

Lua cheia

Hoje acordei à luz da lua. Ela brilhava grandiosa, farta. Parecia sorrir para mim. Parecia querer me dizer, que apesar da escuridão do meu coração, ela sempre estaria ali me iluminando e me seguindo com sua luz.
Mais uma vez olhei para ela e agradecida sorri, certa de que lá do céu alguém zela por mim

sábado, 19 de março de 2011

Sozinha ao som de Peninha

Porque você me deixa tão solta...
Por que você não cola em mim...
Tô me sentindo muito sozinha...!


Esses versos ainda ecoam a lembrança de um passado distante. Um dia ela, cheia de lagrimas, cantou esses versos para um antigo amor. E ouviu como resposta um adeus. Tudo bem, isso ficou pra trás, sem traumas. O pior de tudo é ela se pegar, anos depois, cantarolando a mesma música e pensando que ela tem tudo a ver com seu presente. Isso não só lhe entristece como lhe faz pensar que talvez o erro esteja nela mesma. Será que ela tem cara de musa das músicas de Peninha?
Abatida, ela se olha no espelho e sente pena dela mesma. Olha pela janela e o sol brilhando a deixa ainda mais cabisbaixa. Que adianta carregar um "crachá" de comprometida se está sempre sozinha? Onde estão os beijos molhados, as mãos dadas, o abraço quente? Tem gente que já pensa que ela namora um fantasma. Talvez tenham razão e o namorado só exista na imaginação fértil dela.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Como John e Yoko


Eu quero um amor como o de John e Yoko: subversivo, abusado, escancarado, absoluto. Que derrube barreiras e preconceitos. Que seja subestimado e surpreenda.
Um amor que vença dificuldades, crie raízes e que sirva de modelo para aqueles que querem amar. Um amor que vire canção e trilha sonora para outros amores.
Eu quero um amor cúmplice, parceiro, presente e futuro. Um amor que não cause inveja mas sim espanto, tamanha a sua intensidade
Um amor que deseje, junto comigo, fazer um mundo melhor. Que dê frutos não apenas para nós, mas para esse mundo que juntos ajudaremos a melhorar.
Eu quero um amor intranquilo, de difícil entendimento, porém de fácil percepção
Um amor olho no olho, mãos dadas, pés entrelaçados e mentes conectadas.
Quero um amor que seja até a morte, mas que a transcenda para que ela seja apenas uma separação de corpos, nunca de almas.
Um amor, apenas um amor, e nada mais.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Como seria o amanhã?



Comecei a me questionar como teria sido a minha vida se eu não tivesse feito certas escolhas. Estaria eu feliz? Não dá pra saber, mas de repente me deu uma nostalgia de algo que nunca cheguei a viver e que provalvelmente, devido as escolhas que fiz e anda faço, nunca chegarei a viver.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Submersão

Ela quer mergulhar de cabeça, rasgar os manuais de conduta, fechar os olhos e esquecer os procedimentos. Mas, peraí! Já diz o ditado que prevenção e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Aliás, gato escaldado tem medo de água fria. E ela, só ela sabe o quanto sofreu. Mas peraí de novo! A causa do sofrimento não era a vontade de mergulhar e não poder? Então tá tudo bem agora? Ela não sabe responder. Só sabe que seu instinto de gato escaldado manda botar um pezinho de cada vez. E assim ela vai devargazinho até sentir firmeza suficiente para enfim submergir

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O livro da sua vida ou simplesmente, Feliz Aniversário

Era uma vez um homem e uma mulher que decidiram se amar. Eles se uniram e dessa união nasceram frutos.
Um desses frutos brotou no dia 14 de julho de 1966. Era um sábado de inverno na cidade de Salvador quando esse fruto pequeno, porém forte e saudável, saudou a todos com seu choro.
Seus pais o amaram muito e ele também os amou.
O fruto foi crescendo, crescendo, até tornar-se um homem de valor e inundado pelo amor que havia recebido.
Ele então formou sua própria família e teve seus próprios frutos os quais também encheu de amor.
E assim, 44 anos depois ele segue, derramando amor por onde passa.

Feliz Aniversário!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Atitude

Chegou o momento em que a vida lhe cobrou uma atitude.
Naquela altura já nem sabia mais onde estava seu amor próprio, totalmente ofuscado pela imensidão do seu amor e da sua devoção por você.
Nem o espelho, seu principal ouvinte, a respeitava mais e, de amigo viroz algoz. Ele ria da vergonha dela em não conseguir reagir.
O orgulho, orgulhoso que era, lhe virou as costas e até a auto estima, sua companheira inseparável, amaeçava abandona-la.
Sem saída, humilhada, gritou por respeito e consideração.
Ficou sozinha, mas pôde enfim erguer a cabeça